sábado, 6 de outubro de 2012

Epidemia de ebola deixa mais de 30 mortos na Republica Democrática do Congo

A epidemia do vírus ebola que afeta o nordeste da República Democrática do Congo provocou 33 mortes desde 15 de setembro, e o número de casos registrados aumentou levemente, segundo um balanço provisório do ministério da Saúde. Até 25 de setembro foram registrados 79 casos (19 confirmados, 32 prováveis e 28 suspeitos) e 33 mortes. Segundo os exames de laboratório, sete mortes estão diretamente vinculadas ao vírus ebola. A taxa de mortalidade é de quase 42%, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em Kinshasa. A doença é transmitida por contato direto com o sangue, com as secreções corporais, por via sexual e pela manipulação sem precaução de cadáveres contaminados.

 Origem

A febre hemorrágica ebola (FHE) é uma doença infecciosa grave muito rara, frequentemente fatal, causada pelo vírus ebola. Ao contrário dos relatos de ficção é apenas moderadamente contagioso. Ele foi identificado pela primeira vez em 1976 no antigo Zaire (atual República Democrática do Congo), perto do rio Ébola, e acabou servindo de nome para o vírus.

Epidemiologia

O vírus é denominado pelo nome de um rio na República Democrática do Congo - África (antigo Zaire), o Rio Ebola, onde tem havido vários casos. Nunca houve casos humanos fora de África, mas já houve casos em macacos importados nos Estados Unidos e Itália. Os casos identificados desde 1976 são apenas 1500, dos quais cerca de mil resultaram em morte. Não foi ainda identificado o reservatório animal do vírus. O ebola, como os outros vírus, adere à célula do hospedeiro, onde entra ou apenas injeta seu material genético, o genoma. Este usa a estrutura da célula para se reproduzir e cada nova cópia do genoma obriga a célula a fazer o invólucro de proteína. Os novos vírus deixam a célula do hospedeiro com capacidade de infectar outras células. Até há alguns anos o pessoal médico era aconselhado, mais por ignorância e cautela do que por ciência, a usar equipamentos especiais de proteção (como fatos e tendas de vácuo) quando lidava com doentes de ebola. No entanto, hoje se sabe que o vírus Ebola não é realmente altamente contagioso, ao contrário do que diz muita ficção em circulação no ocidente. Ele é transmitido apenas pelo contato direto, e as populações afetadas são infectadas em alto número devido à cultura de grande parte das aldeias africanas, onde é usual a família lavar o corpo dos mortos manualmente antes do enterro. O ebola não pode infectar outras pessoas pelo ar, só é contagioso pelo contato direto com secreções e sangue. Hoje o pessoal médico é aconselhado apenas a usar luvas de látex e filtro respiratório. Devido a isso é praticamente impossível haver uma epidemia em larga escala de ebola nos países ocidentais, pois a higiene bloquearia qualquer expansão de casos. No entanto, o risco para o pessoal médico e laboratorial, se não forem observadas as regras de higiene, é considerável.