quarta-feira, 16 de maio de 2012

EUA coordenam entrega de armas à oposição na Síria, diz imprensa

Washington avançou no apoio a rebeldes anti-Assad, diz fonte diplomática. ONG denunciou morte de mais 15 civis executados em Homs. Os rebeldes da Síria receberam um fluxo de armas, incluindo antitanques, para sua luta contra o regime do presidente Bashar al Assad, em um esforço coordenado com a ajuda dos Estados Unidos, informa nesta quarta-feira (16) o "Washington Post".

Funcionários do governo americano de Barack Obama insistem que não estão fornecendo armas ou fundos de forma direta, e que os estados do Golfo pagam pelos equipamentos, afirma o jornal, que cita fontes americanas e estrangeiras.

 Mas Washington avançou nos vínculos com os rebeldes sírios e com os militares regionais aliados a eles, jogando um papel na rede de apoio internacional aos insurgentes, acrescenta o jornal. "Estamos aumentando nossa ajuda não letal à oposição síria, e seguimos coordenando nossos esforços com amigos e aliados na região e fora dela para ter o maior impacto no que fazemos de forma coletiva", disse ao "Post" um funcionário do alto escalão do Departamento de Estado sob condição de anonimato.

Rebelde em carro de passeio transformado em veículo blindado em Khaldiyeh, na província síria de Homs, nesta terça-feira (15) (Foto: AP)


16/05/2012 09h39 - Atualizado em 16/05/2012 10h05 EUA coordenam entrega de armas à oposição na Síria, diz imprensa Washington avançou no apoio a rebeldes anti-Assad, diz fonte diplomática. ONG denunciou morte de mais 15 civis executados em Homs. Da AFP 3 comentários Os rebeldes da Síria receberam um fluxo de armas, incluindo antitanques, para sua luta contra o regime do presidente Bashar al Assad, em um esforço coordenado com a ajuda dos Estados Unidos, informa nesta quarta-feira (16) o "Washington Post". Funcionários do governo americano de Barack Obama insistem que não estão fornecendo armas ou fundos de forma direta, e que os estados do Golfo pagam pelos equipamentos, afirma o jornal, que cita fontes americanas e estrangeiras. saiba mais Leia mais notícias sobre a Revolta Árabe Mas Washington avançou nos vínculos com os rebeldes sírios e com os militares regionais aliados a eles, jogando um papel na rede de apoio internacional aos insurgentes, acrescenta o jornal.


 "Estamos aumentando nossa ajuda não letal à oposição síria, e seguimos coordenando nossos esforços com amigos e aliados na região e fora dela para ter o maior impacto no que fazemos de forma coletiva", disse ao "Post" um funcionário do alto escalão do Departamento de Estado sob condição de anonimato. Rebelde em carro de passeio transformado em veículo blindado em Khaldiyeh, na província síria de Homs, nesta terça-feira (15) (Foto: AP) A ação do governo americano para aumentar os contatos com os rebeldes e impulsionar o intercâmbio de informação com os países do Golfo que os apoiam significa uma mudança na política que até agora havia resistido a apoiar abertamente os grupos armados que combatem as forças de Assad, informou o jornal. Funcionários americanos afirmaram na terça-feira que criticavam a escalada de violência na Síria, após a explosão de uma bomba em frente a um comboio da ONU, enquanto ocorria um novo massacre realizado pelas forças do regime. 


A revolta contra o governo sírio entrou em seu 15º mês, com um saldo de mais de 12 mil mortos, em sua maioria civis, e crescentes temores sobre um fracasso do plano de paz apoiado pela ONU. Os Estados Unidos prometeram aumentar a pressão para que Assad deixe o poder e o tema será tratado na próxima reunião da Otan em Chicago, ao mesmo tempo em que convocam Damasco a implementar o plano impulsionado pelo emissário da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, para pôr fim à crise. 15 executados Quinze civis foram "executados sumariamente" na noite de terça pelas forças do regime, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). "Em menos de 24 horas, 15 civis foram executados sumariamente no bairro de Chamas, entre eles o imã da mesquita Abu Horeira, xeque Merai Zakrit. É um novo massacre que se acrescenta aos cometidos pelo regime", afirma um comunicado da ONG.

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