sábado, 7 de julho de 2018

sexta-feira, 22 de junho de 2018

quinta-feira, 21 de junho de 2018

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Cúpula do G7 tem início no Canadá

Reunião ocorre em meio a crescente crise comercial e política dos EUA com aliados. Presidente francês sugere que texto final não tenha a assinatura dos EUA.

Chefes de Estado do G7 posam para foto nesta sexta-feira (8) no Canadá, entre o presidente do Conselho Europeu Donald Tusk (à esquerda) e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker (à direita) (Foto: Yves Herman/Reuters)

 chefes de Estado do G7 se reuniram nesta sexta-feira (8) no Canadá, dando início à cúpula dos sete países mais ricos do mundo. Os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido tratarão, entre outros temas, da crescente crise comercial e política surgida entre o presidente americano, Donald Trump, e os seus aliados ocidentais.
A reunião começou com uma cerimônia de chegada oficial de presidentes e premiês a Le Manoir Richelieu, o hotel de luxo situado na cidade de La Malbaie.
O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e sua esposa, Sophie Grégoire Trudeau, receberam um por um os líderes dos outros seis países nos jardins do hotel, situado às margens do rio São Lorenzo e a 140 quilômetros de Québec.
Todos os líderes, exceto o presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, compareceram à La Malbaie acompanhados de seus cônjuges.

Crise de Trump e aliados

Embora a agenda estabelecida pelo Canadá, como anfitrião da reunião, esteja centrada em temas de igualdade de gênero, desenvolvimento econômico mais igualitário e a luta contra a poluição de plásticos no oceano, entre outros temas, o programa foi afetado pela crise entre Trump e os seus aliados.

Trump, que expressou seu descontentamento por ter de viajar para o Canadá, atacou nas últimas horas através do Twitter as políticas comerciais da Europa e do Canadá, que considera "injustas" para os Estados Unidos.
Os seus parceiros ocidentais contra-atacaram. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o G7 não rebaixará a declaração final para acomodar a recusa de Trump a tratar os temas da mudança climática e de comércio, e sugeriu que o texto final não deve contar com a assinatura dos Estados Unidos.
Nesta sexta, os representantes da União Europeia (UE), o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, deixaram claro que a Europa não vai ceder perante Trump, por isso que tratam o encontro como "a reunião mais difícil em anos".

Rússia

Antes de embarcar para o Canadá, Trump disse que o G7 deveria reitegrar a Rússia ao bloco. O país de Vladimir Putin foi excluído do grupo, então chamado G8, em 2014, depois da anexação da Crimeia. O governo russo participava do grupo desde 1998.
Em resposta, a presidência francesa emitiu um comunicado em que afirma que os quatro países europeus do G7 concordaram em negar o retorno da Rússia ao grupo.

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